Ontem, em um comentário feito  no primeiro conto da série mais longeva do Marreta, a Pequeno Conto Noturno, foi levantada a suspeita de que Rubens possa ser um demissexual. Aliás, suspeita, não : calúnia, injúria, aleivosia!
Não fazia a mínima ideia de que porra fosse isso, demissexual. Nunca ouvira sequer falar. Mas, com certeza, Rubens não o é. Rubens é machossexual. E ponto. Rubens não apara a barba, não depila o saco, não faz as unhas, não tira cutícula, não passa creminho na cara, não se deita em divã de terapia. Dúvidas e dilemas existenciais? Rubens resolve com bebida e/ou com buceta. 
No entanto, mesmo sabendo da impossibilidade total e absoluta de Rubens o ser, fiquei curioso sobre o que seria o tal do demissexual, sobre o novo tipo de viado que seria aquele. Antes de me lançar ao Google e àlguma wikipedia da vida, tentei inferir sobre o significado do termo, tentei buscar indícios em sua etimologia. 
O prefixo demi, eu só vira antes em rótulos de vinho, demi-sec. Que é o vinho "meio seco", nem rascante nem licoroso, com um teor moderado de açúcar. Por extrapolação, demissexual seria o cara "meio sexual"? Como assim "meio"? Algo entre o tarado e o assexual? O "meia-bomba"?
E pããããããta que o pariu como eu cheguei perto em minha análise. Fui conferir e encontrei : "A demissexualidade, também chamada vulgarmente de "assexualidade cinza" é a atração que se situa entre a alossexualidade comum (atração sexual aleatória a pessoas de um ou outro gênero, simplificadamente não condicionada, como se presume ocorrer com a maioria das pessoas púberes) e a assexualidade propriamente dita (ausência total de desejo/atração sexual). É alguém cuja atração sexual para outro tende a manifestar-se ativamente somente quando existe envolvimento ou laço emocional, afetivo ou intelectual para essa outra pessoa".
Confesso que demorei uns tantos segundos para atinar a que espécime da variada e bizarra fauna da sexualidade humana a definição se referia. Então, caiu a ficha. O demissexual é o "sensível"...  É o sujeito que não transa nem trepa : faz amor! 
É o cara que se não estiver com a data de casamento marcada, com as decorações da igreja e do salão de festas já escolhidas (escolhidas por ele, é claro) e reservas para lua de mel confirmadas, mais brocha que pauduresce. É o cara que, se não estiver arrulhando feito um pombinho apaixonado, fica sempre meia-bomba, com o pau al dente. Ou seja, é o brocha!
Brocha, hoje, não é mais brocha, é demissexual!!! Pããããããta que o pariu!!!! Como diria o José Simão, tucanaram a brochada!!!
Quem me dera saber disso em meus tempos de safári (o demissexual, acho, pratica pesca esportiva, pega, mas não come), tempos em que o álcool, às vezes, muito às vezes, se por um lado ajudava na desibinição e na abordagem para a conquista, por outro lado, dificultava a paudurescência. Como eu teria me saído muito melhor se soubesse disso à época. À presa recém-capturada, eu não precisaria dizer o clássico, isso nunca aconteceu comigo. Diria : é que essa é a nossa primeira vez e eu sou demissexual, só consigo ir para cama com quem eu amo. A moçoila ia achar uma fofura! Ficaria emocionada por ter um brocha tão sensível ao seu lado! Apaixonaria-se, até.
E Rubens, definitivamente, não é um demissexual.