Uns usam suas sacadas
Alpendres e varandas
Para pendurar samambaias
Labirintos de verdes cabeleiras.
Outros,
Para abrigo e dormitório de seus automóveis
Seus caralhos metalizados com 120 cavalos.
Eu uso a minha
À noite
Para marinar
Com cerveja
A minha insônia
E a insolvência da vida;
Como um banco de rodoviária
À espera da grande ideia
Da grande inspiração
A bordo de um ônibus que nunca chega,
Ou que já passou.
Ela, não.
Ela usa a varanda
Para a sua plantação de Luas,
Para o cultivo
Sem água
Atmosfera
Ou gravidade
De alevinos de satélites,
Para dar cria
E lamber suas pequenas Selenes,
Para dar de mamar
Em suas generosas tetas
À sua indefesa ninhada de gatos.
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