O ditado "cu de bêbado não tem dono" é dos mais notórios e axiomáticos. Mais até que um ditado : uma advertência do Ministério da Saúde, um credo a ser lembrado e rezado diariamente por todos os bebuns das antigas.
Mas e pau de bêbado? Não terá, o cacete, igualmente ao brioco, também proprietário de escritura passada e lavrada em cartório? E não digo do sortudo capotar de bêbado e acordar com marcas de batom na rola, ou de gosma seca de xavasca no sem-osso e nos pentelhos. Digo do pé de cana sofrer um apagão etílico e acordar sem a benga, com a piroca decepada, subtraída. Descaralhado. Um eunuco de Baco.
Pois tal infausto se abateu sobre um homem de 36 anos, morador da pequena comunidade de Macaúbas (MG) e cuja identidade vem sendo mantida em sigilo.
Na madrugada deste domingo para segunda, o pudim de cachaça exagerou na birita e acordou horas depois no meio de um matagal. Com a sua rola cortada e desaparecida. Socorrido pelo SAMU, foi levado ao hospital mais próximo, atendido pelos médicos e seu quadro foi declarado estável.
Agora, o caso ficará sob a jurisdição da 210ª Companhia da Polícia Militar de Bocaiúva. De acordo com o comandante da Companhia, o capitão Michael Stephan da Silva, o mangalho do homem ainda não foi achado para que se tente uma cirurgia de reimplante. "Realmente, este caso é algo inusitado, fora do comum. É uma coisa até desumana", declarou o capitão ao jornal Correio Braziliense.
Investigar o sumiço de um pau... a que grau de humilhação um oficial graduado tem de se submeter... fico imaginando como a PM mineira sairá desta sinuca de bico. Como procurar por um pau desaparecido? Que linhas investigativas adotar?
Inicialmente, cães farejadores da raça pastor alemão poderiam ser postos a vasculhar o matagal e seus arredores, mas a ideia, frente à constatação de sua impraticabilidade, logo teria de ser descartada. E por dois motivos : primeiro, pastores alemães são raça de cachorro das antigas, tudo espada, e se recusariam peremptoriamente a sair por ai a farejar caralhos; segundo, por urgir a localização da benga, não havendo, assim, tempo hábil para se treinar poodles, malteses, shih tzus, lhasa apsos, pugs e lulus da pomerânia.
A polícia, então, poderia pedir à vítima uma foto recente de seu caralho, e, de posse dela, sair a mostrá-la para o dono do buteco, para os frequentadores da birosca e moradores vizinhos, perguntando se alguém tinha aquele badalo por ali nos últimos dias. Caso o homem não seja adepto dos nudes e não possua uma foto do cacete, a polícia levaria um especialista ao hospital para proceder na confecção de um retrato falado da piroca.
Outra estratégia, além do boca a boca, poderia ser os agentes da lei espalharem cartazes com a foto ou com o retrato falado da piroca pelos postes da comunidade, com telefone de contato e promessa de gratificação, feito aquelas fotos de cães e gatos desaparecidos. Assim poderia dizer o cartaz : "Se encontra desaparecido um caralho de muita estimação. O dono está profundamente triste e deprimido. Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro da estrovenga, ligar para o nº XXXXX. O caralho atende pelo nome de Ditão".
Uma vez achado o caralho, uma outra questão : como atestar que ele pertença mesmo ao reclamante, que é de fato o caralho perdido, como verificar a legitimidade de sua posse? A polícia conduziria o homem a uma sessão de reconhecimento, como vemos nos filmes policiais. O homem seria colocado em uma sala, separada de outra, contígua a ela, por uma vidraça que só permite a visão de fora para dentro, e, nessa outra sala, em cima de uma mesa, cinco caralhos, numerados de 1 a 5. O policial diria ao homem : "aponte e diga o número da piroca que você diz ser sua".
A polícia poderia também colocar agentes a postos e de prontidão nos ramais telefônicos da delegacia; para, na hipótese não descartada de um sequestro, tentarem localizar o sequestrador quando esse ligar para exigir o resgate.
Inquirido pela polícia se suspeitava de alguém que pudesse ter motivos para capá-lo, o homem afirmou que não tem inimigos, e que nunca fez nada que pudesse ter motivado uma vingança.
E o caso segue sem solução.
Pois, para mim, está tudo muito claro e evidente. Não há mistério algum em relação à autoria da emasculação do mineirinho comia-quieto. Foi um crime de ódio! De pirocafobia! Um caso clássico de falocídio! Perpetrado por uma feminista suvacuda e muxibenta, que expropriou um potencial estuprador de seu instrumento máximo de opressão. Elementar, meu caro Watson!
Pãããããããããta que o pariu!!!!! 
 O capão, no momento em que era socorrido pelo SAMU.