Pããããta que o pariu! O novo Papa é argentino. A fumaça que saiu da chaminé era de churrasco, o cálice com o vinho será trocado pela cuia com chimarrão e a hóstia, pela empanada.
O sábio colunista da Folha de São Paulo, José Simão, já previra as possíveis consequências da eleição de um Papa argentino : A Evita será canonizada, o Maradona virará coroinha e o Pelé será declarado o anticristo; aliás, Papa argentino não pode, o argentino já se considera deus, aí é acúmulo de função.
E é justamente dele, do impagável Don Diego Maradona, a melhor declaração sobre a eleição papal : "O Deus do futebol é argentino, e agora o Papa também."
Perfeito! Maradona sabe bem do que fala, ele é também conhecido como la mano de dios, alcunha ganha por um gol de mão marcado contra a Inglaterra na disputa pelas quartas de final da Copa do Mundo de 1986. A Argentina venceu a partida por 2 x 1, precisamente graças ao gol feito por la mano de dios, eliminando a Inglaterra da disputa.
Eu até que ia dar uma lida em duas ou três análises sobre a eleição do novo Papa, mas nem vou perder tempo, fico com a declaração de Dieguito, mais sucinta e, ao mesmo tempo, abrangente, impossível.
E Dom Odilo Scherer se fodeu! O cardeal brasileiro, um dos mais bem cotados na bolsa internacional de apostas (sim, havia uma bolsa de apostas sobre quem seria o novo Papa), perdeu pro argentino. 
Acho que Dom Odilo levou um gol de mão do Espírito Santo. Brasileiro é aquela água, tá sempre perdendo pra argentino. No futebol, quase sempre; na cultura, nem se fala, é até sacanagem, os argentinos são um dos povos que mais leem no nundo; e agora até na fé, até na religião, até na ignorância - marca registrada e orgulho da nação canarinho - o brasileiro está a perder pro argentino.
E o sinal da cruz sofrerá uma ligeira mudança. Deixará de ser "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo"; passará a ser "em nome do Pai, de los Hermanos e do Espírito Santo.