Há muito morto,
Sempre gostei de,
À madrugada,
Da sacada,
Olhar para a cidade viva :
Voyeur de seus porres e de suas cópulas.

Hoje,
A cidade também morta,
Desvio-me de seus olhares :
Nunca gostei de me mirar no espelho,
Seria como flertar com a minha imagem
Na superfície limosa e estagnada
De um lago margeado por narcisos murchos.