Essa é um clássico. Todo mundo conhece.
 
"A bicinha entra num bar. Aliás, num bar, não : num bistrô. Que bichinha não entra em buteco, só em bistrô. Pede uma cerveja ao garçon. Stella Artrois, é claro, que mais cerveja de bicha, impossível. Pede o cardápio ao garçon. Aliás, o cardápio, não : o menu. Com pronúncia em francês, "meni", fazendo biquinho e tudo. Opta, é claro, por uma porção de salame. Orgânico, autossustentável, com zero emissão de carbono e biodinâmico, óbvio. Quando o garçon lhe entrega a porção do salame, todo fatiadinho em rodelas e ladeado por limões cortados em cunha, a bichinha perde o glamour, a pose e a compostura e roda a baiana para cima do garçon : Ah, seu feladaputa, tá pensando o quê, que o meu cu é cofrinho?"
 
Tenho certeza de que foi depois de ouvir essa piada que as bichonas madrilhenhas Juan Belmont e Francisco Álvarez tiveram a ideia de lançar no mercado financeiro a primeira criptomoeda pensada especialmente para o público da rosca espanada. É a Maricoin! Um trocadilho genial, de nível jotabélico, que combina as palavras maricón (bichona, em espanhol) e coin (moeda, em inglês).
A maricoin é a criptomoeda que todo cofrinho gay pediu à deusa. Cripto, do grego kryptós, significa oculto, escondido. E bota escondido nisso! A maricoin é a criptomoeda enterrada até o talo. Atoladinha.
Juan Belmonte, que também é cabeleireiro (valha-me Santo Estereótipo!!!), diz que uma vez que os gays são um dos segmentos que mais consomem, que mais movimentam a economia, nada mais justo que uma moeda destinada a eles. Uma moeda que possa ser usada como meio de pagamento em eventos e negócios gays pelo mundo todo. Belmonte diz querer aproveitar o poder econômico da comunidade com o objetivo de "mudar o mundo".
Isso lá é bem verdade, gay gasta a rodo, não tem dó nem apego ao dinheiro. Queima quase mais grana que a rosca. Dinheiro em mãos desmunhecadas, como diz a música, é vendaval. Os gays já foram mesmo ditos os consumidores ideais, pois ganham feito homens e gastam feito mulheres.
Isso lá é bem verdade, quando se trata do dinheiro tradicional, de cédulas de euro, dólar, real etc, ou mesmo de cartões de crédito e de débito. Mas o mesmo ocorrerá em relação à maricoin? A criptomoeda pensanda especialmente para ficar "oculta" no cofrinho?
Duvido muito. Aliás, tenho a certeza de que não. A maricoin mudará a relação dos gays com o dinheiro. Eles deixarão de ser perdulários, mãos abertas, pródigos esbanjadores. Com a maricoin, passarão a guardar tudo o que lhes for possível em seus cofrinhos. Aplicarão o mais que puderem em suas poupanças. Investirão tudo em fundos de loooongo prazo e com largas e lasseadas margens de lucro. Cu vai mudar de nome para porta-níqueis.
Com a maricoin, o dinheiro gay, o pote de ouro ao fim da bandeira do arco-íris, deixará de circular e saracotear por aí. Milhões e milhões de numerário serão subtraídos do mercado.
A maricoin levará a economia à ruína e à bancarrota. Fará cair todas as bolsas, Louis Vouitton, Gucci, Chanel.
Arrebentará com todos os pregões!!!
Pããããããta que o pariu!!!
Francisco Álvarez e a Maricoin