Dentro do autoritarismo e do fanatismo ideológico da esquerdalha, quem não pensa como ela, quem não vota como ela, sempre foi considerado fascista, reacionário e nazista. É o clássico espelho de Obsidiana. 
E, agora, também louco, insano e demente. Um incapaz a ser impedido e privado de seus direitos civis. Alguém a ser calado à força e à camisa de força por ter um discurso divergente do dela, que, segundo a própria esquerdalha, é o do respeito à pluralidade de pensamento e à diversidade das ideias.
Ainda nesta semana, o Instituto Datafolha declarou Lula como o presidente já eleito para 2022; agora, a revista vermelho-menstruação Isto É volta a insistir na "loucura" de Bolsonaro, na insanidade do Capitão. 
Em novembro do ano passado, publicou uma capa que trazia Bolsonaro caracterizado de Coringa, dizendo-o "inconsequente, irresponsável e insano". Insistindo na mesma tecla, a sua mais recente edição traz um Bolsonaro feito em Napoleão Bonaparte, a persona adotada por 9 entre 10 hóspedes de hospícios, pinéis e esquiróis. E a chamada para a matéria : A Loucura do Presidente.
Não vem de hoje essa história sobre a "loucura" de Bolsonaro. Já há algum tempo que a imprensa ketchup vem tentando convencer a todos de que Bolsonaro estaria desprovido de suas faculdades e ensinos médio e fundamental mentais.
É uma espécie de carta na manga, de plano B da oposição. Caso não consigam o impeachment do Cavalão por delitos administrativos e/ou por outras quaisquer cagadas ligadas ao cargo que ocupa, tentarão impedi-lo por insanidade, o que se chama interdição. Tentarão declará-lo mentalmente incapaz para o exercício de seu mandato.
Em relação ao primeiro caso, o dele ser pego em algum esquema de falcatrua e corrupção, e tudo for provado e comprovado, como fizeram Moro e a Lava Jato em relação ao Nove-Dedos, eu concordo inteiramente com o impeachment.
No entanto, interditá-lo por uma suposta insanidade (quem determinaria isso?) seria também declarar como insanos mais da metade dos eleitores do país, seria também questionar e pedir a interdição do direito de voto, uma vez que incapazes, de 58 milhões de brasileiros; nesse caso, não só sou contra, considero execrável, stalinesco. Nesse caso, é discurso de ódio, prática da qual a esquerdalha tanto acusa Bolsonaro e aqueles que nele depositaram sua confiança.
Estará, de fato, Bolsonaro lelé da cuca? 
Analisemos uma de suas últimas declarações a respeito das eleições de 2022 : "Se tiraram da cadeia o maior canalha da história do Brasil, se para esse canalha foi dado o direito de concorrrer, o que me parece é que, se não tivermos o voto auditável, esse canalha, pela fraude, ganha as eleições do ano que vem. Não podemos admitir um sistema eleitoral que é passível de fraude".
Não sou psiquiatra nem psicoporranenhuma, mas me parece que Bolsonaro está a transbordar lucidez. Uma vez que soltam, de propósito, o maior ladrão da História, unicamente para que ele possa concorrer à Presidência, nada mais lógico pensar que os mesmos que o soltaram já tenham planos estabelecidos de como garantir a sua vitória.
A Bolsonaro e a todos que votaram nele (arrependidos ou não), transmito um conselho, um conselho dado por Eugéne Ionesco, dramaturgo romeno: "Pensar contra a corrente de seu tempo é heróico; dizê-lo é uma loucura".