“Sabe” – abordou-me, levitando em seu pedestal, uma escultura de mulher -, 
“A sua poesia me trouxe arfares, suores, fulgores, 
catalisou a minha libido”.  

Calou. Ficou a me fitar. Aguardando-me. 

E eu, 
Inepto que sempre fui em possuir tais marmóreas mulheres, retribui-lhe com a única coisa que podia ser dita: 
“Que inveja eu tenho da minha poesia!”