segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Marcha das Suvacudas Contra Trump Foi Organizada Por Mulher Que Defende a Sharia

Acabo de ler sobre mais uma prova - se é que alguma ainda se faz necessária - do que disse na postagem anterior, Marcha das Suvacudas contra Donald Trump. O esquerdista não é somente um hipócrita asqueroso em busca de privilégios, um ditador querendo regalias para si e para os que considera de sua categoria, é também um burro, um retardado de marca maior. É um fanático com visão distorcida da realidade, que substitui os fatos e a informação por sua crença doentia. É incapaz de ver um palmo à frente do nariz e, por isso, tão útil como bucha de canhão, como massa de manobra. É facílimo recrutar um esquerdista para usá-lo como peão, como boi de piranha, é só dizer que ele está a contribuir para um mundo mais justo, igualitário, para uma nova realidade de grandes conquistas sociais e outras patifarias politicamente corretas.
Li agora que a Marcha das Suvacudas contra Donald Trump foi organizada e financiada por grupos ligados ao bilionário pró-islamista George Soro, na figura de sua testa de ferro Linda Sarsour, a moça abaixo.
Dá até um caldo, a moça, devo admitir, porém, o que as suvacudas parecem não saber é que Linda Sarsour é adepta, defensora e entusiasta da Sharia, ou até sabem, mas não sabem o que é a Sharia. A Sharia nada mais é que o nome que se dá ao Direito Islâmico, é o corpo da lei religiosa islâmica, notável pelo tratamento igualitário que dá às suas mulheres, não é? Inclusive, apedrajamento em caso de adultério.
Pois as esquerdistas suvacudas do mundo inteiro, as órfãs de Barack Obama, marcharam e levantaram suas faixas de protesto sob o comando de uma mulher defensora da Sharia. Tão intelectuais, as feministas, tão senhoras de si, de seus corpos e de suas vontades, tão independentes...
É de uma burrice de (quase) dar dó. Seria bom mesmo que as suvacudas conseguissem o que deseja sua guru espiritual Linda Sarsour, que passassem a viver sob os auspícios da Sharia.
Em defesa da Sharia, Linda Sarsour se utiliza de argumentos de cunhos profundamente religiosos e contemplativos, de quem almeja uma ascensão espiritual, um autoconhecimento pleno e uma sociedade mais justa. A seguir duas de suas postagens numas dessas redes sociais de merda quaisquer (traduzidas para o português pelo tradutor do Google, que eu sou analfabeto em inglês) :
"Você saberá que está vivendo sob a lei da sharia, se, de repente, todos os seus empréstimos e cartões de crédito tornarem-se livre de juros. Som agradável, não é?"
"Se você ainda está pagando juros que a lei sharia não assumiu a América"
Pelo jeito, a moça tá pouco se lixando em ter usar burka a vida toda, ou em ser tratada como uma escrava e uma propriedade pelo marido, ou em correr o risco de ser apedrejada até a morte, desde que seus cartões de créditos sejam isentos de juros. 
Pããããããããta que o pariu!!! E dezenas e mais dezenas de celebridades mundiais fizeram coro a ela.
Até minha estimada Scarlett Johansson embarcou nesse imbróglio e mandou seu recado feminista a Trump. Depois dessa, até perdi o tesão nela.
Mentira... Não perdi, não!

Marcha das Suvacudas Contra Donald Trump

Anteontem, os suvacos cabeludos e as tetas caídas do mundo inteiro se uniram e saíram em marcha para protestar contra a posse de Donald Trump. Protestar, exatamente, contra o quê?
Primeiro : os mesmos USA que elegeram Obama por duas vezes, elegeram agora Donald Trump. O jogo da democracia é assim, ora um, ora outro, pois a única maneira pela qual um partido ou ideologia poderia garantir a permanência eterna no poder seria via ditadura. Nas duas eleições de Obama, não me recordo de nenhuma marcha de protesto por parte dos republicanos, ou por parte de qualquer grupo com pendores à direita, de nenhum choramingo, de nenhuma birra (sim, essas manifestações são coisa de criança birrenta, que não conseguiu o que queria dos pais), de nenhum mi-mi-mi. 
As feministas e todos os outros grupos autointitulados "minorias oprimidas" são esquerdistas, e, se a direita não presta, a esquerda é muito pior, é nojenta, asquerosa de hipócrita. Os esquerdistas não aceitam o jogo democrático. Ou, melhor, só o "aceitam" enquanto estão ganhando, basta que sofram um revés para que mostrem a sua verdadeira face, a de déspotas, querem quebrar, depredar, tacar fogo - a biscate da Madona declarou ter tido vontade de queimar a Casa Branca. 
Se um sistema de leis e regras eleitorais conduz à vitória um candidato da predileção dos vermelhoides, eles o saúdam e o celebram como democracia; quando o mesmíssimo sistema desemboca na vitória do inimigo, eles o declaram como tirania. Canalhas, é o que são os esquerdistas.
Segundo : qual o motivo de tanta comoção e fúria uterina? O direito das mulheres. As manifestações foram em defesa dos direitos das mulheres e ultrapassaram os limites territoriais estadunidenses - suvacos cabeludos da França, Itália, Suíça, Espanha, Alemanha, Suécia, Inglaterra etc ergueram suas faixas e cartolinas de protesto contra Trump e a favor dos direitos femininos.
Fosse num país islâmico, muito justo. Mas que direitos as mulheres desses países supracitados ainda não conquistaram, que direitos as Constituições desses países ainda reservam apenas para os homens? Nenhum. Absolutamente nenhum. Em todos esses países, a Constituição, e já faz tempo, prevê direitos absolutamente iguais para homens e mulheres, assim como no Brasil. Se, na prática, eles não forem respeitados, é simples, basta acionar judicialmente o transgressor, mas o fato é que os direitos legais e constitucionais são exatamente os mesmos, a conquista já foi feita e sacramentada há tempos. Inclusive, em alguns desses países, assim como em alguns estados dos USA, foi dado a elas o "direito" de premeditar e executar o assassinato de um inocente, o que é comumente chamado de aborto.
Agora, se os direitos já são os mesmos, pelo que tanto essas feministas esbravejam e ovulam em vão? Por privilégios. Elas e todas as autoproclamadas minorias e todos os esquerdistas estão em uma busca constante por privilégios, em uma cruzada eterna por regalias e mamatas. Não querem igualdade, não se veem como iguais, querem ser tratadas com distinção, querem tratamento dado a fidalgos. A verdade é que os esquerdistas e todas as suas execráveis ramificações, vertentes e segmentos têm pavor da igualdade!
Fossem  mulheres de nações islâmicas, reitero, muito justa seria a gritaria. Mas essas? O que lhes faltam é bem o que preconiza e  aconselha a sabedoria popular : uma pia cheia de louça pra lavar, um tanque cheio de roupas para esfregar e torcer e um marido que lhes dê uma surra de piroca, pelo menos, três vezes por semana.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Nem Precisa Chamar Sherlock Holmes

Teori Zavascki morreu ontem em um "misterioso" "acidente" aéreo sobre a cidade de Paraty. Teori Zavascki era o relator da operação Lava Jato e estava a poucos dias de homologar as delações da Odebrecht cujo conteúdo, certamente, poria na cadeia muitos políticos brasileiros, incluso o chefão, o capo sapo barbudo da ORCRIM que atende pelo nome de PT.
Nem bem as investigações sobre a morte de Zavascki começaram e alguns fatos "curiosos" surgiram.

Do site Jornal Livre:
"Foto do avião que Teori usou foi vista 1.885 vezes no dia 3 de janeiro. PF recolheu provas...
No dia 3 de janeiro, a imagem do avião foi acessada 1.885 vezes na Data Base de aviões Beechcraft.
O fato de a imagem ser acessada não seria motivo de suspeita, mas é curioso notar que não havia acessos nos dias anteriores, exceto 3 no dia 1º de janeiro. Depois, no dia 2, nenhum acesso. De repente, no dia 3, os já mencionados 1.885 acessos e depois nenhum acesso até ontem.
Há boatos de que a Polícia Federal obteve estes dados e está tentando averiguar a origem dos acessos."
Pelo visto, alguém analisou e estudou muito bem a aeronave. Preocupação com a segurança do finado ministro, ou intenção de transformá-la, como de fato, em sua câmara mortuária, em seu sarcófago?

Do site Folha Política :
"Advogado petista postou 'alerta' para assassinatos horas antes do acidente de Teori
O advogado Adriano Argolo fez um estranho alerta nesta manhã: em sua conta do Twitter, ele publicou "Vou avisar pq depois vão culpar o Lula e o PT... Delação da Odebrecht entregando políticos de vários países vai gerar assassinatos".
O "alerta" foi publicado horas antes do acidente que vitimou o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF."
Adriano Argolo já havia se notabilizado nas redes sociais com comentários sobre a OAB, o Tribunal de Justiça de Alagoas e sobre Sérgio Moro. Sobre a OAB e o TJA, ele é a favor de invadir os respectivos prédios e tacar fogo em tudo.
Sobre Sérgio Moro, ele alerta contra um possível tiro na testa do Eliot Ness brasileiro.
Pelo jeito, no que diz respeito à assessoria jurídica, alguns de nossos políticos se valem de  profissionais com ideias nada ortodoxas do que é fazer justiça.
Em junho do ano passado, também se utilizando das redes sociais, Francisco Zavascki, filho do finado relator da Lava Jato, já externara sua preocupação para com as atividades exercidas pelo pai.
“É óbvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme o MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter à lei”. Francisco ainda falou em ameaças à sua família. “Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar...! Fica o recado!”, disse o filho do ministro em seu perfil no Facebook. 
Será que alguém ainda ousa manifestar alguma dúvida sobre nas mãos de que tipo de gente o Brasil esteve nos últimos anos? Será que, nas próximas e breves eleições, o Brasil devolverá o controle da nação a essas mãos?
Espero que não, mas, provavelmente, sim. 
A explicação, uma das mais possíveis e prováveis, e dela já disse por várias vezes aqui, é que fomos descobertos por bandidos, colonizados por bandidos, por perdedores e fracassados. O DNA dos degredados portugueses - assassinos e estupradores em sua maioria - e dos demais perdedores que por aqui aportaram durante séculos se espalhou e está arraigado em nosso pool gênico. 
Note-se que foi apenas há pouco mais de um século - em começos do XX - que vieram para cá os primeiros estrangeiros dispostos a trabalhar, a (re)construir suas vidas, a se estabelecer com suas famílias. E mesmo esses, os imigrantes - seja o italiano, o espanhol, o alemão, o japonês, o polonês -, eram também, de certa forma, perdedores, não eram a nata dos seus, não conseguiram sobreviver em seu próprio país. Ou acham mesmo que alguém, por vontade própria, iria, há mais de cem anos, sair da Europa e se aventurar no fim de mundo que era(?) o Brasil? Só mesmo quem não conseguia nada em seu país, quem não tivesse, literalmente, nada a perder. Meu próprio bisavô materno, um italiano da Calábria, veio fugido para cá, devendo até as suas cuecas sujas - contavam, as tias-bisavós, que o velho não era muito chegado num banho -, falava-se em dívidas contraídas no jogo e na putaria.
Óbvio que não somos todos bandidos ou perdedores, aliás, a maioria de nós não o é, mas temos, a maioria de nós, sim, uma predileção pelo bandido, uma certa condescendência para com ele, uma tendência de nos apiedarmos do canalha, de vê-lo como uma vítima. Até votamos neles. É o DNA dos degredados falando, advogando em causa própria, se protegendo e se preservando, e, sobretudo, se propagando a galopes vistos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Chá de Pau Barbado

Não pela falta de ideias (afinal, em férias, a cabeça funciona muito melhor; aliás, tudo funciona melhor, até os intestinos, é o trabalho que desgraça o homem), mas sim pela preguiça e pela leseira de ordená-las, costurá-las e pô-las ao papel, valerei-me, aqui e agora, de um torpe subterfúgio, de uma mandracaria safada, que é transformar em assunto o que acontece no próprio blog. Uma reciclagem de meus próprios restos e dejetos, uma retroalimentação, uma autofagia, quase que uma autofelação.
Meu amigo virtual JB, o eremita do Blogson Crusoe, fez o seguinte comentário na postagem Um Dia na Vida (5) :

"Nossa!!!! Que texto demais!!! Quisera tê-lo escrito!! Pura poesia! JB", ao qual, respondi :

"Também gostei desse. Eu levo meu filho no médico, dentista, natação etc e tenho que ficar lá esperando. Ler revista velha de subcelebridades, não gosto, só de olhar as gostosas da capa. Celular, não tenho e, aliás, tenho sentido (e é sério)nos últimos tempos um grande mal-estar quando estou nesses lugares e fico rodeado por imbecis com seus celulares na mão, me dá uma espécie de sufocamento, uma versão mais leve, talvez, de claustrofobia. Aí, arrumo um cantinho pra mim, longe do populacho, da patuléia, da choldra ignóbil, abro meu caderninho e me ponho a escrever. Às vezes, como nesse caso, sai alguma coisa que presta. Esse, claro que a ideia já estava esboçada na cabeça, escrevi ontem, no consultório da dentista do meu filho, enquanto a recepcionista e mais duas outras(as três bem barangas)discutiam sobre qual chá "derretia" mais gorduras, se o verde, se o de gengibre, se o de hibisco... Quase que entro na celeuma e digo que o chá de que elas estavam precisando era o de rola, o famoso chá de pau barbado. Sorte que meu caderninho sempre me ampara e me acalma nessas horas.", movido por sua inesgotável curiosidade, inquiriu-me JB :

"Não seria "chá de pau babado"?

Responderei a ele, e aqui é que entra a patifaria da retroalimentação,  na forma de uma nova postagem.
Barbado ou babado? Olha, JB, isso vai da predileção de cada um, o que mais lhe aprazer, use de seu livre-arbítrio sem moderação. Sacanagem...
Bem, sempre ouvi falar de chá de pau-barbado, expressão na qual o "pau", em clara metáfora, se refere à rola, ao cacete, ao caralho, ao melhor amigo do homem, que ficar passeando com cachorro é coisa de broxa, ou de quem não pega nada, e "barbado", alusão explícita à mata - ora ciliar, ora amazônica, ora atlântica, ora de cerrado, ora de caatinga  - que brota e viceja ao seu redor, a lhe fazer as vezes de moldura e de amortecedor, de air bag, durante a atividade física de alto impacto que é a cópula, a trepação, a fodelança.
Aliás, a farmacopeia brasileira, a bem refletir o caráter, os ânimos e as preferências de seu povo, é profícua em chás dos mais variados paus : tem chás de pau-tenente, pau-ferro, pau-preto, pau-mulato, pau-rosa, pau-pelado, pau-vintém, pau-velho, pau-veludo, pau-doce, pau-d'alho, pau-forquilha etc etc etc. É pau a dar com o pau.
Voltando ao pau-barbado, sim, mulheres leitoras do Marreta - as Marretetes -, a sua referida infusão é deveras um eficiente agente de emagrecimento. Chá de pau barbado, três vezes ao dia, transforma qualquer Wilza Carla numa Twiggy, e sem o inconveniente da bulimia e da anorexia. 
Contudo, não é apenas ao emagrecimento que se presta o chá de pau-barbado . Ele também é poderoso pintoterápico com efeitos calmante, relaxante e antiestresse. Pode também substituir os famigerados medicamentos tarja pretas nos casos de TPM e de alguns transtornos mentais comuns a um grande número de mulheres, como o feminismo, por exemplo. Sendo um medicamento natural, o seu uso praticamente não acarreta efeitos colaterais; no máximo, em casos de superdosagem, foram relatados quadros de leve ardência na região anal. Há um similar na praça, o chá de picão, mas não se deixe enganar, exija, você, leitora do Marreta, o autêntico chá de pau-barbado.
Porém, devo alertar-lhes, Marretetes do meu coração, que a matéria prima para o miraculoso chá, o pau-barbado, é artigo cada vez mais escasso e raro. Se você, cara leitora, quiser conseguir um legítimo espécime do pau-barbado, em plena potência de seus princípios ativos, vai ter que dar pro Azarão, pro JB, ou pra qualquer outro macho das antigas, da época em que homem tinha orgulho de suas pilosidades, em que homem honrava, cultivava e exibia com jactância os seus pelos púbicos, escrotais, torácicos e axilares.
Se o cara tiver de 40 anos para menos, corram, Marretetes, corram. Essa molecada é tudo metrossexual, é tudo viado, se pudessem, comeriam a eles próprios. Desmatam tudo. Tiram as sobrancelhas, raspam o peito, as pernas, os sovacos, a virilha, os pelos do saco e até os do cu, que é porque os machos deles gostam de cu lisinho.
Pããããããããta que o pariu!!!!
Chá de pau-barbado, meninas, chá de pau-barbado.

Abre o Olho, Sérgio Moro

Do site Metrópoles, notícia publicada há pouco mais de 40 minutos.

"O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki morreu no acidente com a aeronave que caiu no Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (19/1), no mar de Paraty (RJ). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.
Segundo o Corpo de Bombeiros, havia três pessoas na aeronave. Chovia muito no momento da queda, que ocorreu a dois quilômetros da cabeceira da pista de pouso. Além dos bombeiros, 50 militares e barcos pesqueiros estão na área do acidente ajudando no resgate.
Procurada pela reportagem, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que não se pronunciaria sobre a lista de passageiros do avião nem sobre sobreviventes. “Isso é com as equipes de resgate”, informou, por meio de nota.
O presidente da República, Michel Temer, e a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, já foram informados do acidente. A magistrada, que estava em Belo Horizonte, voltará ainda nesta quinta (19) para Brasília para acompanhar as investigações sobre o caso."

Teori era o relator dos processos de todos os políticos com foro privilegiado na Lava Jato e, atualmente, estava analisando os depoimentos da delação premiada da Odebrecht cuja iminente homologação poderia, entre outros, botar Lula, o chefão da ORCRIM do PT, para ver o sol nascer quadrado . Com sua morte, os processos serão redistribuídos entre os outros ministros do STF e os rumos da investigação podem mudar. 
Primeiro, Celso Daniel, depois Eduardo Campos e, agora, Teori Zavascki, o relator da Lava Jato, a operação Mãos Limpas brasileira, a maior ação já coordenada entre STF e PF  para mandar  para o xilindró a ORCRIM do PT.
Abre o olho, Sérgio Moro! Não saia nem para andar de bicicleta sem antes verificar alguma possível sabotagem nos freios da magrela.
Fuselagem do avião ocupado por Teori Zavascki achada no mar de Paraty

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um Dia na Vida (5)

Meio-dia e poucos, o sol a pino providencialmente tirado de cena por um dia que resolveu se trajar de galena, o homem velho, com o seu brilho também nublado, porém, pelas décadas, vinha descendo a rua com uma sacola plástica quase transparente na mão, seu almoço acondicionado em um marmitex de isopor comprado ao restaurante da esquina.
Sessenta, sessenta e poucos, talvez; barba e cabelos de um branco que não há muito vencera e expulsara de vez o grisalho, bem aparados e penteados, compleição física ainda com memória recente de uma definida rigidez, barriga de um convexo comedido, não imoral, fora, provavelmente, um homem bonito quando jovem, diriam as más-línguas, fazendo-se de boas.
Aura de respeitabilidade, vinha descendo a rua, o homem velho, com seu almoço em direção ao seu carro estacionado sob uma espirradeira - nem de luxo nem popular, o carro; carmim, as flores da espirradeira. Semblante de uma vida estável e tranquila, o do homem velho, tanto economicamente quanto nas relações pessoais, ares de quem bem cumprira com a vida. Que aura de respeitabilidade, um bom carro, conforto financeiro e emocional e sensação do dever cumprido é o que a vida dá em troca pela juventude dos que a ela se resignaram e bem serviram. Feito empregador que, de uma hora pra outra, sem aviso prévio, passa a nos pagar em reais o que antes recebíamos em euros.
Ela vinha subindo a mesma rua, pela mesma calçada que o homem velho, vinte e poucos anos de idade, se muito, blusa com o nome de uma empresa de contabilidade bordado no lado esquerdo à altura do seio, apressada, seguramente em sua corrida hora de almoço, e com o indefectível e apaspalhador celular na mão, capa rosa com motivos florais.
Não exatamente bonita, ela; vê-se que nunca o fora nem nunca o será, porém, envolta por uma impossível de se ignorar aura de hormônios e de viço, naquela fase em que a Natureza, independente de ter acertado ou não no molde e no acabamento, torna suas fêmeas em um chamariz à reprodução.
O homem velho, já com a chave a abrir a porta do carro, viu a moça e estacou. O carro sumiu. Sumiram o peso do marmitex em sua mão, o pavimento da rua, o movimento do tráfego, os sons dos motores, das buzinas, dos cachorros, da obra em construção, as cores da espirradeira, das roupas, dos muros e das fachadas das casas, dos folhetos de propaganda abandonados ao chão, do céu. Sumiram o ar e a própria necessidade de respirar.
Ela atravessou para o outro lado da rua a alguns passos de cruzar com o homem velho. Notou-o tanto quanto à espirradeira, aos sacos de lixo depositados nas calçadas, aos buracos da rua, à enxurrada da chuva recém-finda a minguar, ao poste de iluminação pública, ao gato na varanda da casa a lamber o próprio cu, à mulher que varria as folhas da calçada.
Ela (para o homem velho) : a recondensação do Universo, uma nova singularidade prestes a parir o Big Bang;
O homem velho (para ela) : invisível.

De Potenciais e de Fracassos

Passei a vida toda
Sendo
O potencial
O gérmen
A promessa de gênio
A mola comprimida
A corda retesada do arco
A ogiva nuclear da Guerra Fria
Prestes a explodir.

Grande bosta,
Se não há a explosão.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Meu Fardo, Abraço-te de Bom Grado

Assim como outros inúmeros vocábulos da nossa Língua, a palavra fardo foi destituída de seu sentido primeiro, desterrada de sua essência, teve seu significado ampliado e seu uso transferido a novos conceitos, passou a ser metáfora e alegoria para outras situações e contextos, no mais das vezes, distantes e desvinculados da ideia original.
Denotativamente, segundo a edição eletrônica do Dicionário Houaiss, que eu pirateei da net, fardo significa : qualquer tipo de embrulho, pacote ou volume; objeto ou conjunto de objetos mais ou menos volumosos e pesados que se destinam ao transporte; carga.
Ou seja, um fardo é o resultado de um ajuntamento lógico de objetos semelhantes, de uma compactação sistemática, de uma organização para melhor acomodamento, transporte, aproveitamento de espaço, enfim, de um método para a facilitação de uma tarefa.
Pela lógica, era de se esperar, portanto, que um uso figurado de fardo remetesse e fosse aplicado e associado a um quadro de planejamento, ordem e clareza, que conotasse controle, funcionamento e eficiência, se não máximos, ao menos, maximizados, um contexto desejável, portanto.
Mas não. Fardo teve subvertido o seu sentido original, pervertido, até. Fardo foi conotado não pelo que é - o produto final de um trabalho -, mas pela dificuldade em realizar esse trabalho, pela faina em produzi-lo. Fardo passou a ser usado, na esmagadora maioria das vezes, como aquilo que é difícil ou duro de suportar, penoso, árduo; aquilo que impõe sérias responsabilidades. Ou seja, algo não desejável, a ser evitado. Tomou-se o produto pelo processo.
Pela lógica... iniciei um dos parágrafos anteriores, subentendendo, pretensiosamente, a humana, como fosse a única. Ocorre que a lógica humana não vale de porra nenhuma, é só uma outra nossa ilusão, um outro nosso construto, feito deus.
Há apenas e tão-somente a lógica do Universo. E ela se nos impõe imperativamente, ainda que não percebamos, ou que não admitamos. O Universo se pauta pela miníma entropia, pelo menor gasto possível de energia na solução, na manutenção e gerenciamento de uma situação, seja na órbita de um elétron em torno de seu núcleo, seja na orquestração de uma galáxia.
Dizem, inclusive, o ser humano, é claro, que o Universo prima pelo caos, pela desordem. Outra vez, a empáfia dos ignorantes : o Universo tem uma ordem que não conseguimos reconhecer como tal, que não conseguimos decifrar, logo, a taxamos de desordem, de caos.
O que demanda mais energia, deixar ramos, galhos, capim espalhados pelos campos, montes e pradarias, ou recolhê-los, um a um, organizá-los num só volume e amarrá-los de forma compacta? A resposta é óbvia.
O nosso modelo de organização contraria as diretrizes do Universo, por isso, manter a (nossa) ordem é sempre cansativo, penoso e árduo, em suma, um fardo. Autoproduzido e autoimposto.
Há também, veio-me agora, o "eu me fardo", presente do indicativo do verbo pronominal fardar. Civis ou militares, todos nos fardamos. Fardar-nos vai muito além do que meramente vestimos, é a maneira como nos organizamos, como nos compactamos e nos amarramos dentro de um personagem em cuja pele nos apresentamos em público, nos ambientes que frequentamos e pelos quais trafegamos, seja por vontade própria, seja por obrigação, imposição. Construir e morar num personagem, numa farda, requer atenção e manutenção constantes, demanda imenso gasto de energia, em suma, um fardo.
Há, porém, um fardo que me é dos mais suaves. Um fardo que não faço amuo nem zanga nem azedume em carregar. Ei-lo :
Meu fardo, abraço-te de bom grado!
E não pensem que um fardo de cerveja é carga das mais leves e jeitosas de se carregar. Os de dezoito unidades, então... E os de latões de 550 ml? Acham que é fácil, para mim, que não dirijo, carregar tal fardo na mão, pelos quarteirões que separam o mercado de minha casa?
Mas eu resisto, eu persisto sem reclamar. Sou um abnegado. Contribuo com minha parte em carregar o fardo que, enfim, é a porra da vida.