Bêbados,
Quando arrumam um tempo para beber
(e nós sempre arrumamos um tempinho),
Não estão buscando fugir da realidade ou do mundo.
Que esses
Não nos valem
Sequer o esforço de traçarmos um plano de fuga.

Bêbados,
Quando bebem nos seus momentos de ócio
(ócio que, de fato, é nosso trabalho, vocação e sacerdócio),
Estão na tentativa, isso sim, de irem ao encontro de si próprios.
E nos encontramos?
Nos reconhecemos em nossos rostos refletidos na superfície espelhada do rum,
Por vezes, multifacetados nas pedras de gelo?

É o que menos nos importa.