E o troféu Cevada de Ouro desta semana, vai para ele, o desconhecido José Valien Royo, o notório - e já parte de nosso inconsciente coletivo - Baixinho da Kaiser.
Décadas de 1980 e 1990, o Baixinho foi o maior divulgador e incentivador - praticamente um embaixador, um adido cultural - de duas grandes artes : a arte de apreciar e encharcar os bigodes com uma boa cerveja e a arte de apreciar e encharcar os bigodes - se é que vocês me entendem - com uma mulher gostosa e peituda em trajes biquínicos e sumários.
O Baixinho aliava o útil ao gozoso. Entornava cerveja sempre cercado de mulheres gostosas. Qual o útil? A cerveja? Quem o gozoso? A mulher? Ora um pode ser o um, ora um pode ser a outra. Não necessariamente nesta ordem. E em ordem intercambiável. Difícil distingui-los e, mais ainda, dissociá-los. E, aliás, dissociá-los para quê?
Um verdadeiro patrono das louras geladas. Um autêntico mecenas das louras, morenas e ruivas quentes, com calor nas bacurinhas.
Bastião de um tempo em que ser macho, em que gostar de mulher, não era considerado um comportamento "tóxico".
Tempo em que comercial de cerveja tinha o que o macho das antigas, o comedor, o reprodutor, o fodelão, o propagador da espécie gosta : cerveja e mulher pelada, álcool e bundas e tetas. Saudoso tempo em que o melhor tira-gosto pra cerveja era mulher. Perdido, remoto e irrecuperável tempo em que o que harmonizava com cerveja era um consomé de buceta; peludíssima, por favor! Não conheço macho das antigas que reclame de achar pelo em sopa de buceta; antes pelo contrário, ele é guarnição obrigatória.
Tempo livre da patrulha recalcada das feministas/esquerdistas de peitos escorridos, cabelos no sovacos e de grelos duros.
Tempo exemplarmente retratado e registrado na peça publicitária abaixo, digna de figurar no Museu do Macho das Antigas, para que estas novas, frouxas e viadescas gerações saibam que homens de verdade, um dia, habitaram este planeta.