Sou satélite a monitorar teus movimentos de rotação,
Teu sinuoso, escorregadio, cruel e despreocupado jogo de quadris.
Sou tuas 12 luas, 
A te olhar de longe,
A velar teu sono,
A vigiar tuas marés,
A te proteger de pesadelos com a minha luz roubada.

Exibo-me para ti enquanto dormes,
Só enquanto não podes me ver
(minha timidez não permite que diferente eu faça).
E quando te espreguiças para o teu dia,
Fresca e perfumada
(banhada que foste toda a madrugada por minhas atenções),
Meus olhos já não podem - prateados, pranteados - te alcançar.
E é , então, para outros que passeias e desfilas
Na tua Via-Láctea particular.

Sou um intrometido de um fósforo
Na tua constelação de supernovas.