Sei que vocês vão dizer que Sean Connery foi o melhor James Bond do cinema, o insubstituível e nunca sequer igualado agente 007, o espião a serviço de Sua Majestade com licença para matar. Fodam-se, vocês.
Racionalmente, eu também sei disso e concordo, até. Para minha memória afetiva, no entanto, o detentor do smoking e do dry martini com vodka (batido, não misturado) mais famosos e clássicos da sétima arte foi e continuará sendo Roger Moore. 
Isso porque o primeiro filme de James Bond a que assisti, o primeiro que tive idade para, foi Moonraker, aqui traduzido para 007 Contra o Foguete da Morte, protagonizado por Roger Moore. Foi inveja à primeira vista. Roger Moore saltou das Cataratas do Iguaçu a bordo de uma asa delta saída a um toque de botão da traseira de uma lancha, escalou e travou feroz batalha contra o Dentes de Aço dependurado no Bondinho do Pão de Açúcar e, como merecida recompensa, ao final do filme, trepou em gravidade zero, a bordo do tal foguete da morte, com uma gostosíssima bondgirl. A propósito, só nesse filme, James Bond traça cinco bondgirls.
Tem como eu ouvir falar em 007 e não recordar de Roger Moore? Aliás, de Sir Roger Moore?
Roger Moore (1927 - 2017)