Salve, salve, senhoras e senhores, bebuns e bem-boas deste Brasil dantes muito mais varonil.
O que significa que é a minha opinião, e ela não vale porra nenhuma. O alvo da minha marreta hoje é a picaretagem do tal do transtorno do espectro autista.
Até algum tempo, autista era aquela pessoa que não percebe o mundo externo. Ela não tem a percepção de que há um mundo além dela. Ela vive realmente dentro de um mundo infinito e particular. Por conseguinte, óbvio, ela não interage socialmente. Ela não percebe que há algo com o que interagir. Tem autista que nem fala, que nem sabe o nome das pessoas, possivelmente nem o seu próprio. Isso é o autismo. É o cara que está encaramujado mesmo. Ele não tem a percepção do seu entorno.
Porém, de uns tempos para cá, pegaram o que era uma condição e a espicharam para um espectro. Esticaram o autismo mais que o Reed Richards. Hoje, o tal do transtorno do espectro autista é maior que a rola do Kid Bengala.
Então, dessa forma, qualquer pessoa que, segundo lá o padrão acadêmico da psiquiatria - a mesma psiquiatria que até a década de 1970 classificava o homossexualismo como transtorno mental - tenha qualquer desvio do que é considerado um comportamento social normal, pode ser encaixada no espectro autista.
Basta que o cara tenha um pequeno problema de convivência social, uma certa dificuldade, e, às vezes, nem é dificuldade, é só falta de gosto pela convivência social, é só um desinteresse, mesmo. Basta isso para que a pessoa seja enquadrada no transtorno do espectro autista. Já deixou de ser uma condição e passou a ser um espectro. E qualquer um, em claro prol das indústrias médica, farmacêutica e da terapia, pode ser enfiado ali....
Para mais, é só clicar na imagem abaixo e ser redirecionado ao As Boas e Baratas do Azarão.
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