Para os sortudos e abençoados que não conhecem, o McLanche Feliz é praticamente igual a todos os outros produtos oferecidos pela famosa e famigerada rede mundial de lanchonetes. Pequeno, seco e esturricado, textura de isopor, sem gosto ou suculência alguns e, sobretudo, caro pra caralho! A única diferença é que, além das fritas murchas e do ketchup sulfúrico, O McLanche Feliz acompanha também um danoninho e um brinde animado, um brinquedinho divertido - com o objetivo de criar uma memória afetiva na criançada e mantê-la como consumidora depois de adulta.
Normalmente, os brinquedinhos são reproduções de personagens do filme ou da animação infantil em voga na temporada. Meu filho, hoje com 12 anos, há algum tempo já desencanou do McLanche Feliz, mas já o consumiu em razoável quantidade. Eu mesmo nunca o levei a uma das lanchonetes do palhaço Ronald, mas nunca me opus a que minha esposa, de vez em quando, o levasse.
Embora não mais os use, muitos desses brinquedos, ele guarda até hoje. Power Rangers, Bob Esponja, Monstros S.A., Minions, Toy Story, Smurfs, Os Incríveis, Era do Gelo etc. Nem sempre ele saía da lanchonete com o personagem pretendido. Às vezes, o modelo desejado, geralmente o protagonista do filme, já havia esgotado e ele se contentava com um coadjuvante. Era uma questão de sorte. Umas crianças tinham mais sorte, outras, menos.
Mas quem tirou, de fato, a sorte grande foi um adolescente britânico, de 14 anos de idade, da cidade de Henlow. Amiúde, ele era levado para comer um McLanche Feliz por sua devotada professora, Hannah Harris, com 21 anos à época.
O menino comia o McLanche Feliz e ao fim da lauta refeição ia conferir o brinquedinho que havia tirado. E lá estava o brinquedinho. Um boneco do Shrek? Do Mário Bros, do Pikachu, do Buzz Lightyear, do Angry Birds? Porra nenhuma!
O brinquedo no fundo da caixa do McLanche Feliz era o melhor brinquedo já inventado em toda a história da humanidade : uma buceta! 
A buceta de Hannah Harris. Depois de comer o McLanche Feliz, ele comia o McLanche mais do que feliz, o McLanche com final feliz. O McCarne Mijada. Quiçá com um picles de jilozinho! 
Pãããããããta que o pariu!!!! 
É que após saírem da lanchonete, a professora dirigia seu carro até o estacionamento semideserto de uma rede de varejo britânica de utensílios domésticos, a Wilko, e lá eles davam uma rapidinha. Isso sim é que é fast food! É a fast foda!
Porém, a alegria da professora (e do menino) durou pouco. Um irmão mais velho do moleque descobriu o caso extrapedagógico que ele vinha mantendo com a professora e caguetou tudo para os pais.
Deve ser uma bichona enrustida, esse irmão. Ou um daqueles punheteiros espinhudos que só vão conseguir ver uma buceta quando tiverem mais de 30 anos. E se pagarem por ela.
Na semana passada, a dedicada professora, agora com 23 anos, foi condenada a seis meses de xilindró por corrupção de menores.
"Sua conduta teve um efeito devastador sobre a vida desse jovem", disse Caroline Wigin, a juíza que conduziu o caso.
Sério? Devastador? Rapaz, bem que eu gostaria de ter visto a cara de devastado do moleque depois de cada lanchinho que ele fazia em companhia de Hannah Harris, em foto abaixo.
Nem o pai desse moleque já comeu uma gostosa dessa na vida! Aliás, nem eu! 
Pããããããããta que o pariu!!!!!