És a minha palavra-curinga,
Quando não estou com meu dicionário à mão
E a minha memória para sinônimos e rimas se esquece de mim.
 
És meu adjetivo pátrio,
Me salvas da minha incapacidade de sorrir elogios
E da minha naturalidade em cuspir críticas e vitupérios.
 
És minha partícula apassivadora,
Me resgatas de minha própria ira contida e fermentada
E me serves chá de cidreira com vodka para que eu tenha uma noite de insônia mais serena.
 
És meu verbo vicário,
Quando tenho que me satisfazer em outro corpo
Que não o teu.