Mais uma olimpíada chegou ao fim. E, mais uma vez, o futebol não levou o inédito e tão cobiçado ouro de tolo olímpico.
Por isso, a Marreta do Azarão, democraticamente, por um único voto, o do Azarão, elegeu a imagem abaixo como uma das mais significativas e belas da Londres 2012.
A foto mostra a comemoração do segundo gol do México em cima do Brasil, o dito melhor futebol do mundo, com os atletas mais bem pagos, mais analfabetos, mais nojentos e mais endeusados do planeta.
Cadê vosso deus-neymar, ó povo-canarinho ignorante, em quem vocês depositam todas as suas atuais esperanças, suas esperanças quadrienais?
O povo da guacamole, da siesta e do sombrero puseram em vosso verde-amarelo cu. A guaca é mole? É mole mas sobe, como diria José Simão.
Mas o brasileiro, em relação ao futebol, é feito o corno manso e conformado. Vive sendo traído por quem mais ama, porém logo se esquece e passa a acreditar de novo, como se nada tivesse acontecido. 
Bastará que a selecinha vença, por exemplo, um amistoso contra o Zimbabwe (o Zimbabwe tem seleção de futebol?) com um ou dois gols do Neymar e toda a esperança se reestabelecerá, o rapaz voltará a carregar em seus inábeis pés (alguém ainda duvida da farsa que é esse cara?) todos os sonhos de uma nação. Desgraçada da nação cujo sonho se resume a uma bola.
Viva o México! Viva Zapata! Viva Pancho Villa!
Fodam-se o Neymar e a seleção brasileira de futebol.
Em tempo : só cito o Neymar porque não sei o nome de mais nenhum outro integrante da seleção, e me orgulho disso; pelo que vi na final da olimpíada, o nível anda altíssimo, tem até um tal de Hulk.